As listas de material escolar que têm sido divulgadas por diversos colégios assustam até quem não tem filhos. O problema não é somente o gasto financeiro excessivo, mas sim a falta de consciência sobre meio ambiente. Exigências como 18 lápis pretos por aluno, 500 folhas de papel sulfite e até 800 copinhos descartáveis mostram que as escolas não estão preocupadas em passar para as crianças a importância do consumo consciente.
Para a ambientalista e presidente do Instituto GEA Ética e Meio Ambiente, Ana Maria Luz, é obrigação de a escola mostrar a crianças e jovens os conceitos de responsabilidade do que se consome no dia a dia. “É preciso repensar a atitude dentro da comunidade escolar, que deve ensinar não apenas a ler e escrever, mas ensinar princípios”, afirma ela. Segundo Ana Maria, hoje tudo é descartável, e a criança acaba achando que não existe uma maneira melhor de usar com moderação os recursos do nosso planeta. “Uma solução fácil para evitar o desperdício é, ao invés de pedir os 800 copos descartáveis, cada aluno ter a sua caneca ou a sua garrafinha, por exemplo”, explica Ana.
Uma atitude adotada por poucas escolas hoje, mas que deveria ter mais incentivo é o reaproveitamento de livros de anos anteriores. Essa é uma maneira de estimular os alunos a cuidarem mais do seu material didático, já que colegas irão utilizá-lo nos anos seguintes, além de mostrar que não é necessário trocar de caderno, mochila, estojo a cada seis meses.
Segundo Ana Maria, as crianças precisam aprender que certos bens não são descartáveis – e que isso deve começar dentro da sala de aula, com atitudes e atividades pedagógicas nesse sentido. “É função da escola dar o bom exemplo. O professor que bebe água e joga fora diversos copinhos plásticos por dia não ajuda a criança a entender o mal que isso faz ao planeta e à sociedade”.
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